Sábado, 18 de Fevereiro de 2012

Tristeza, doença e fracasso são consequências naturais de transgressões das leis de Deus. 
A sabedoria consiste em evitar tais violações e encontrar paz e felicidade em si mesmo, através de pensamentos e acções que estejam em harmonia com o seu verdadeiro Ser. 
Controle a sua mente com sabedoria, direccionando-a para os aspectos positivos da vida.

Sábado, 11 de Fevereiro de 2012

Certo dia um Mestre falava para os seus alunos sobre a natureza da Perfeição. 
Um dos discípulos, céptico quanto à possibilidade de poder realmente algo chegar à perfeição concretamente, e incapaz de compreender o sentido do que o Mestre falava, observou próximo ao grupo um cesto de maçãs e disse ironicamente:
“Mestre, fiquei fascinado com a sua explicação sobre a Perfeição. Poderia o senhor, para ilustrar o que acabou de dizer, dar-me uma maçã perfeita?”
O Mestre, calmamente, olhou para dentro da cesta, retirou uma maçã e entregou ao aluno. Pegando nela, este viu que a fruta estava com uma parte podre num dos lados. 
Olhou para o professor e disse arrogante:
“Essa é a perfeição de que fala? Esta maçã tem uma parte podre!”
“Sim,” replicou o Mestre. “Mas para teu nível de compreensão e discernimento, esta maçã podre é o máximo de maçã perfeita que poderás obter”.

Sábado, 4 de Fevereiro de 2012

Não se pode ensinar tudo a alguém,
pode-se apenas ajudá-lo a encontrar por si mesmo.

Galileu Galilei

Sábado, 28 de Janeiro de 2012

Toda a verdade passa por três fases:
Primeiro, é ridicularizada. 
Segundo, é violentamente contestada. 
Terceiro, é aceite como sendo evidente.

Arthur Schopenhauer

Sábado, 21 de Janeiro de 2012

Ocupe-se o mais possível com o estudo das coisas divinas, 
não apenas para as conhecer, mas para as praticar; 
E quando fechar o livro, olhe à sua volta, olhe para dentro de si, 
para ver se a sua mão consegue traduzir em acção 
alguma coisa que tenha aprendido.

Moisés de Evreux, 1240

Sábado, 14 de Janeiro de 2012

Só é útil o conhecimento que nos torna melhores.
Sócrates

Sábado, 7 de Janeiro de 2012

Hoje completo meio século de existência

Sempre presente, que tudo impregna,
Que tudo conhece, eterno, sem motivo ou causa.
Maior que os maiores.
Menor que os menores.
Começas tua jornada como uma partícula de inteligência.
Alimento, imagens, lembranças e desejos,
Transformam-te em células, olhos, ouvidos e pele.
Curvando-te para trás dentro de ti mesmo,
Crias sempre, vez após vez.

Deepak Chopra

Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011

Dá sentido ao teu Natal...

Feliz daquele que encontra o verdadeiro sentido do Natal.
Feliz daquele que descobre de onde vem esse clima, essa alegria e essa paz que surgem num paradoxo à correria, à ansiedade e às preocupações destes tempos.
Feliz daquele que consegue ver o que é tão claro durante todos os dias do ano, mas que, por tantas vezes andarmos de cabeça baixa, não conseguimos ver.
Já é Natal, então vive este clima diferente, que aquece, que conforta. Percebe que o sentido do Natal não está no dar presentes, mas na esperança de que, presenteando alguém, sejamos capazes de fazer alguém mais feliz.
Talvez seja esse o verdadeiro sentido do natal: tornarmo-nos sensíveis o suficiente para encontrar na alegria dos outros a nossa própria alegria...
Desejo que neste Natal chegues lá.
Afinal, é Natal... é o Nascimento de Jesus Cristo, o Rei que se fez pequeno, o Deus que se fez humano, o Senhor vivo e Deus dos vivos, não dos mortos. Logo, nada melhor que presenteá-lo amando. Amando quem está do teu lado como amas a ti mesmo.
Creio que seria só isso que o Menino Jesus pediria ao pai Natal...
Então ama, sem medo... e percebe quantas pessoas precisam dos teus gestos de amor.
E não te esqueças de te deixar ser amado.
Sê sensível ao Amor e percebe quantos anjos ganham asas neste tempo de Natal. 
Corre, ousa... busca e alcança.
Quer... faz com que este Clima de Natal se estenda por todo o Ano Novo que está para vir.

Sábado, 10 de Dezembro de 2011

Não podemos ver o fundo do lago, pois a sua superfície está coberta de ondulações.
Somente podemos ter um relance do seu fundo, quando as ondas cedem e a água está calma.
Se a água estiver barrenta ou agitada todo o tempo, o fundo não será visto.
Se estiver límpida e se não houver ondulações, veremos o fundo.
O fundo do lago é o nosso Ser verdadeiro; o lago é Chitta (o material da mente) e as ondas as Vrittis (ondas do pensamento).
(…)
A meditação é um dos grandes meios de controlar o surgimento dessas ondas de pensamento. Pela meditação você pode fazer com que a mente subjugue essas ondas e, se você prosseguir praticando a meditação durante dias, meses e anos, até que ela se transforme em hábito, até que ela aconteça sem você perceber, o rancor e o ódio serão controlados e dominados.


Swami Vivekananda

Sábado, 3 de Dezembro de 2011


Depois de nos precavermos contra o frio, a fome e a sede,
tudo mais não passa de vaidade e excesso.
Seneca


Desejo, a todos os visitantes deste blog, umas Festas Felizes.

Terça-feira, 29 de Novembro de 2011

Pensas que precisas disto e daquilo para ser feliz.
Mas, independentemente de quantos desejos sejam satisfeitos, jamais terás felicidade através deles. Quanto mais tiveres, mais haverás de querer.
Aprende a viver com simplicidade.
O Senhor Krishna disse: "Está plena de satisfação a mente daquele cujos desejos fluem para dentro de si mesmo. Este homem é como um oceano imutável, mantido cheio até as bordas pelos rios constantemente ali desaguando. Aquele que abre furos de desejos no seu reservatório de paz, deixando escapar suas águas, não é um muni."

Yogananda

Terça-feira, 22 de Novembro de 2011


Quando a sua vida começou, tinha apenas uma mala pequenina de mão… À medida que os anos foram passando, a bagagem aumentou porque recolheu pelo caminho muitas coisas, coisas que pensou serem importantes…
A um determinado ponto do caminho, começou a ficar insuportável carregar tantas coisas; pesava demais…
Então, é preciso escolher: ficar sentado na beira do caminho, à espera que alguém o ajude, o que é difícil, pois todos os que passaram por ali já tinham a sua própria bagagem, ou pode ficar a vida inteira à espera, até que os seus dias acabem, ou pode optar por aliviar o peso, esvaziar a mala.
Mas, o que tirar? Comece a tirar tudo para fora…
Veja o que tem dentro: Amor, amizade… perceba que agora aparece algo pesado… Faça força para tirar…
Era a raiva - como ela pesa!
Então continua a puxar, a puxar e aparecem a incompreensão, o medo, o pessimismo…
Neste momento, o desânimo quase o leva para dentro da mala.
Mas puxe-o para fora com toda a força e, no fundo, aparece um sorriso, sufocado no fundo da bagagem…
Aparece outro sorriso e mais outro. E aí, vê a felicidade…
Então, coloca as mãos dentro da mala de novo e tira para fora a tristeza…
Agora, vai ter que procurar a paciência dentro da mala, pois vai precisar bastante…
Procure então o resto: força, esperança, coragem, entusiasmo, equilíbrio, responsabilidade, tolerância e o bom e velho humor.
Tire a preocupação também. Deixe-a de lado. Depois, pensa o que fazer com ela…
Bem, e neste momento, a sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo. Mas, pense bem o que vai colocar lá dentro de novo, hein? Agora, é consigo!
E não se esqueça de fazer isto mais vezes na vida, pois o caminho é muito longo…
Termino com a epígrafe da semana:
"Metade dos nossos erros na vida nascem do facto de sentirmos quando deviamos pensar e pensar quando devíamos sentir"
(J. Collins)

Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011

Desapego


Viva no mundo como a empregada da casa de um homem rico.
Ela executa todas as obrigações domésticas, educa o filho de seu patrão, refere-se a ele como “meu filho”, mas no fundo do coração, sabe muito bem que nem a casa, nem a criança lhe pertencem.
Ela cumpre todos os deveres, mas mesmo assim, a mente mora na sua terra natal.
Do mesmo modo, faça os deveres mundanos, mas fixe a mente em Deus e saiba que a casa, família e filho não lhe pertencem: são de Deus.
Você é apenas um Seu servo.

Ramakrishna

Terça-feira, 15 de Novembro de 2011

 
Não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual,

somos seres espirituais vivendo uma experiência humana.

Teilhard de Chardin

Terça-feira, 8 de Novembro de 2011

MONTANHA

Imagina um homem a caminhar por uma estrada. E a estrada tem contornos, tem curvas, tem subidas e descidas. Imagina também que esse homem encontra à sua frente um verdadeiro obstáculo. Grande. Alto. Largo. Uma montanha. O que é que ele faz? Tem três hipóteses. Ou fica a esmurrar a montanha até a transformar em pó. Ou volta para trás e segue um outro caminho. Ou, a hipótese mais difícil: sobe a montanha. Passa por ela sem sair do seu caminho.
Na primeira hipótese, o homem cansa-se, desgasta-se e se conseguir derrubar a montanha, nessa altura estará tão exausto que não terá forças para continuar o caminho. E o caminho acaba aí. Na segunda hipótese, o homem amedronta-se com a montanha, e volta. Sai, portanto, do seu caminho. Na terceira hipótese, o homem sobe a montanha. Só tem essa chance. Subir. Mas, para subir, ele precisa de se livrar da sua carga. Libertar-se de coisas, desapegar-se de elementos que julgava serem cruciais para essa jornada.
Para subir, o homem tem de aceitar «ser». E vai ficando mais leve. Quanto mais sobe, mais carga liberta e mais leve fica. E quando finalmente chega ao topo, está verdadeiramente liberto. Pode olhar lá de cima para todo o horizonte. E percebe que está diferente. Já não pode descer para voltar ao seu caminho inicial. Deverá continuar dali. E quando ele sentir verdadeiramente isso, eis que um caminho se anuncia a partir dali. Alto, leve, livre.
Quando ele aceitou subir a montanha não sabia que estava a subir de nível energético. E só quando chegou lá acima é que percebeu que já não era necessário descer. O caminho seria feito a partir dali. A vida é exactamente assim. Quando aparece um obstáculo, podes evitá-lo, mudando de caminho mas não de vibração. Ou podes encará-lo, confrontando-te com todas as tuas limitações.
E lembra-te de que confrontares-te com as tuas limitações não é criticá-las nem julgá-las. É aceitá-las e tentar fazer cada dia melhor… mas sem exagero. E é também deixares de te centrar nessas limitações para poderes procurar as tuas capacidades, pois onde há limitações também há capacidades. E quando tiveres encarado o obstáculo e libertado densidade através da aceitação das limitações, nessa altura, estarás a subir a tua frequência energética. E o caminho nunca mais será o mesmo.
O LIVRO DA LUZ – Pergunte, O Céu Responde,
de Alexandra Solnado

Terça-feira, 1 de Novembro de 2011

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
 
(Fernando Pessoa)

Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

Como dois pássaros de plumagem dourada,
inseparáveis companheiros, assim o Eu individual e
o Eu imortal se empoleiram nos galhos da mesma árvore.
O primeiro prova as frutas doces e amargas da árvore da vida;
o segundo, nada experimentando, observa calmamente.
(Manduka Upanishad)

Terça-feira, 18 de Outubro de 2011

Nem tudo é dias de sol,
e a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso, tomo a infelicidade como a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies,
E que haja rochedos e erva...

O que é preciso é ser-se natural e calmo,
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja.

(Fernando Pessoa)

Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011

Segundo o Zen, você vem de lugar-nenhum, e vai para lugar-nenhum.
Você existe apenas agora, aqui: não vindo, nem indo.
As coisas todas vão passando por si; 
a sua consciência reflete o que passa, 
mas ela mesma não se identifica com isso.
A sua consciência é apenas um espelho.
O espelho não faz nada, ele apenas reflete.
Você nem vem, nem vai. As coisas vêm e vão.
Você torna-se um jovem, fica velho; 
você está vivo, está morto.
Todas essas situações são apenas 
reflexos num lago eterno de consciência.
Segundo Friedrich Nietzsche, no seu livro "Assim Falou Zarathustra", 
existem 3 graus de consciência: Camelo, Leão e Criança.
O camelo é sonolento, entediado, insatisfeito consigo mesmo. 
Vive iludido, julgando-se o cume de uma montanha, 
mas, na verdade, preocupa-se tanto com a opinião dos outros 
que quase não tem energia própria.
Emergindo do camelo, aparece o leão. 
Quando nos damos conta de que temos vivido abrindo mão 
da oportunidade de viver realmente a vida, 
passamos a dizer "não" às demandas dos outros. 
Apartamo-nos da multidão, 
solitários e orgulhosos, rugindo a nossa verdade.
Finalmente, emerge a criança, nem submissa nem rebelde, 
mas inocente e espontânea, fiel ao seu próprio ser.
Qualquer que seja a posição em que se encontre neste momento, 
tenha consciência de que isso evoluirá para alguma coisa nova, se você permitir. 
Este é um tempo de crescimento e mudança.

Osho